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domingo, 12 de junho de 2016

VERNÁCULAMENTE FALANDO 12 Junho 2016


15 polícias entram-lhe em casa com “caçadeiras” para lhe retirar criança de 12 anos


(PARA VER O VIDEO CLIK AQUI)


Por Rui Cruz em 02.05.2016 18:32:12


Na Sexta-feira passada, dia 29 de Abril, ao cair da noite, cerca de 15 polícias do corpo de intervenção entraram na casa de João Carlos Carvalho Gaspar Condeço.

João não tinha droga. Não era um criminoso. Também não era procurado pela polícia. Os cerca de 15 agentes foram buscar o Rodrigo, uma criança de 12 anos.
Com coletes à prova de bala e caçadeiras, ordenados pelo Tribunal, os agentes levaram a criança de 12 anos arrastando-a pelo chão.
Vários relatórios indicam que “que o meu filho não pode ser retirado ao pai pois ficaria em risco, referindo o forte laço entre pai e filho, o Rodrigo refere igualmente a violência que a mãe e o Padrasto exerce sobre o mesmo”, mas segundo João Condeço, “o motivo dado pelo tribunal [para lhe retirarem a criança] foi de que o pai interfere nos contactos com a mãe, só baseando-se em testemunhos da progenitora”, escreve João no seu Facebook.



UM PAI SOLTEIRO

A sua história já passou, há mais de dois anos, pelos media, por ser um pai solteiro dedicado a 100% ao seu filho. Deixou a empresa onde estava, com funcionários, e mudou-se para o campo, dedicando-se de corpo e alma ao seu filho.
Mas parece que assim não entendeu o Tribunal da Comarca de Santarém.
João está desde as 12h em Greve de Fome em frente à Assembleia da República.
Contactado pelo Tugaleaks, João disse que “vou ficar aqui até que o Rodrigo sair e voltar para a felicidade dele”.
Quanto ao tempo em que vai ficar em greve de fome, João foi bastante directo ao dizer que “se resolver o assunto hoje não fico aqui, se não durmo aqui em cima de um cartão (…) até isto se tornar um escândalo a nível nacional”
“A justiça não funciona para com os mais novos, não zelam pelo interesse da criança”, desabafa.


CRIANÇA INTERNADA EM INSTITUIÇÃO

A criança, retirada ao pai pelos cerca de 15 agentes armados para uma acção dita de terrorismo ou mais gravosa do que uma criança de tenra idade, está numa instituição em Fátima, longe dos amigos, da escola e do pai.
O Tugaleaks sabe que a mãe terá alegadamente dito em sede de audiência que pretendia que a criança fosse para uma instituição.
Contactado o Conselho Superior da Magistratura, este informou o Tugaleaks que ao CSM “está excluída qualquer competência sua de intervenção em decisões judiciais em obediência ao princípio da independência dos tribunais e dos juízes. O CSM não comenta decisões concretas dos tribunais.”.

Contactado o advogado Jaime Roriz, que trabalha na área de Direito da Família, das Sucessões e das Crianças, comentou em abstracto que “a medida de internamento de uma criança é a medida mais gravosa de todas e os Tribunais Portugueses têm sido parcos em utilizar esta medida. Também sabemos que é certo que os relatórios sociais são por vezes muito tendenciosos, conservadores e machistas, esta é uma tendência que não podemos ignorar. Sabemos também que há muitas vezes falta de conhecimento concreto do que é que se passa e que os Tribunais por vezes tomam decisões com base em poucos ou nenhuns elementos. Em situações de crise mantém-se a presunção que as mães são melhores que os pais e evidentemente essa presunção tem que ser ilidida.”
Por fim, Jaime Roriz diz que “salvo raras excepções, que as há, a justiça relativamente Às crianças funciona como o resto da justiça”.

Será que a justiça funciona bem?



(PARA VER O VIDEO CLIK AQUI)



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(PUBLICAÇÃO YOUTUB 08 JUNHO CLIK AQUI)


Cada dia mais difícil...
As visitas ao Rodrigo têm sido cada vez mais escassas e de curta duração. Aquando o inicio da institucionalização visitava o meu filho 3 dias na semana, cerca de 2 horas em cada dia, actualmente a instituição alega falta de recursos humanos e espaço físico para o menino receber as suas visitas e apenas temos uma hora por semana.
Numa das ultimas visitas, 24 de maio, a minha irmã e sobrinhos vieram visita-lo, éramos 9 pessoas num gabinete com pouco espaço disponível, o Rodrigo, o pai, a tia , 2 primos, 2 Técnicas da Segurança Social de Santarém, 1 psicólogo da instituição, a Diretora Técnica e já mais para o fim da visita, juntou-se mais 1 psicólogo da instituição.
Voçes ficaram incrédulos? Eu também ficaria se não estivesse lá presente.
Retiraram-me brutalmente o meu filho porque, alguém se lembrou de dizer que eu estava a fazer alienação parental ... Alienação parental, era eu protege-lo e cuidar bem dele?
E agora o que lhe estão a fazer?
Como o Rodrigo tem consciência da mudança negativa que se deu na vida dele, após ter sido retirado do seio da sua família, e porque é um jovem inteligente e informado, questiona constantemente as imposições e falta de respeito pela sua individualidade e manutenção das suas ideias, interesses e opinião. Por isso na instituição tem sido pressionado, coagido, castigado por não acatar de forma passiva e calado as “regras” da instituição. E quem tem autoridade para dizer que essas regras são benéficas ao crescimento harmonioso do Rodrigo Condeço?
Mas eu, como pai do Rodrigo, que o amo incondicionalmente, sei o que estão a fazer ao meu filho, estão a torna-lo num menino/jovem rebelde, triste, desinteressado de tudo, estão a leva-lo ao limite, para que se descontrole e faça disparates, para depois ser castigado ... E o circulo perpétua-se.
Não reconheço o meu filho nas atitudes que me são descritas pela instituição, nomeadamente que apedrejou um carro ... Mas eu sei que ele o fez depois de ter sido muito pressionado e coagido, e tudo isto porque o Rodrigo não se conforma de estar ali e tenta pacificamente e ao jeito dos seus doze anos, dizer que o que lhe estão a fazer é uma grande injustiça e que não está bem assim.
O Rodrigo está muito infeliz, e eu não entendo porque os adultos, sobretudo aqueles que se dizem interessados no supremo interesse da criança, continuam a maltratar crianças.
Na segunda feira visitei o Rodrigo, dia 6 de Junho, deparei-me com o Rodrigo cheio de hematomas no braço direito, foi agredido brutalmente por um colega na instituição muito mais velho, o Rodrigo pede o livro de reclamações para efectuar uma reclamação do qual tem todo o direito por lei, foi-lhe recusado varias vezes, só conseguio fazer essa reclamação/queixa com a intervenção das autoridades na instituição, que obrigaram a instituição a entregar o livro ao Rodrigo!
As provas de tudo isto são as evidencias dos seus relatos, o seu rosto triste, o seu apelo constante, as “intolerâncias” referidas pelos técnicos da instituição ... Estamos, pai e filho, numa luta desigual.
Mas se não consigo identificar o meu filho nos comportamentos menos positivos que supostamente tem tido, inclusive de revolta, consigo tão bem identifica-lo quando no decurso das visitas se senta no meu colo e permanece no mesmo abraço que o fortalece a ele e me desfaz o coração a mim. Reconheço-o quando falou e riu com a tia e os primos, quando pode expressar o quanto ama a sua família. Sim, porque o Rodrigo tem família, uma família que o ama e, na eventualidade de precisar de apoio está disponível e reúne todas as condições para o acolher. Recuso todas as acusações de alienação parental de que fui alvo, mas para não ter de ver o sofrimento do meu filho e a sua destruição, foi proposto que o Rodrigo fosse acolhido em contexto de família alargada na casa da minha irmã, onde sei que será bem tratado, amado e educado com valores humanos positivos, com respeito pela sua individualidade.
Consta em toda a legislação e panóplia de estudos sobre o supremo interesse da criança que, a família deve ser o recurso de excelência... Não entendo porque para o meu filho, a única e inesperada solução, tenha sido a institucionalização.
É demasiado urgente que o Rodrigo saia daquela instituição... Como se demonstra o óbvio?
Eu a a minha família tudo temos feito para estar envolvidos e presentes na vida do menino, inclusive colaborando com a instituição, apesar de nada terem contra nós, sentimos que não somos bem vindos, as visitas são dificultadas, a nossa presença é incomodativa. Eu tenho-me adaptado a todas as regras, inclusive mudanças frequentes de horários das visitas, prejudicando inclusive o meu acompanhamento médico, faltando a consultas e elementos complementares de diagnóstico ... Também eu me sinto testado até ao limite ... Mas, informo que... Não vai ser fácil derrubarem-me a mim,não conseguem manipular-me ou assustar, porque o supremo interesse que me move é o bem estar do meu filho ... O sentimento que me move é o AMOR pelo FILHO que sofre e não existe nada mais forte no mundo, asseguro-vos. Porém peço a compreensão para todos os que interferem no processo do meu filho: POR FAVOR NÃO DESTRUAM ESTE AMOR, E SOBRETUDO DEVOLVAM AO RODRIGO A FELICIDADE E OPORTUNIDADE DE VIVER EM PAZ E AMOR. AMO-TE MUITO MEU FILHO



(PUBLICAÇÃO YOUTUB 08 JUNHO CLIK AQUI)